Se fosse para escolher uma palavra para definir o sorteio das chaves para o Mundial da África do Sul, essa palavra seria, sem sobra de dúvidas, equilíbrio. Ao contrário de outras Copas em que víamos grupos extremamente fáceis contrastando com alguns grupos denominados “da morte”, o sorteio realizado hoje na Cidade do Cabo distribuiu de forma quase perfeita as principais forças do esporte nas 8 chaves que compõem o principal evento esportivo do planeta, pelo menos para nós brasileiros.
A exceção pode ser feita ao Grupo A, em que os anfitriões terão a tarefa quase impossível de passar por México, Uruguai e França.
Mas vá lá, no futebol tudo é possível e eles terão o apoio da torcida, o que não é pouco.
Em relação ao Brasil, que ficou no grupo G, acho sinceramente que não foi tão ruim pegarmos Costa do Marfim e Portugal logo de cara como muita gente está achando.
Será bom porque a seleção entrará mais concentrada na competição e sem nenhum tipo de oba-oba, algo que certamente fará muito bem aos comandados de Dunga.
Sem falar que nossa estréia será contra a teoricamente fraca Coréia do Norte e uma boa vitória na primeira partida sempre é importante para dar confiança e embalar o time para o resto da competição.
Não estou com isso querendo afirmar que será uma tarefa fácil, mas, com certeza, ficar em primeiro num grupo que conta com fortes adversários trará muita moral para nossa seleção.
Além do mais, desde que Dunga assumiu o comando do escrete canarinho, o Brasil tem feito suas melhores apresentações justamente contra times de maior tradição, o que é um ótimo presságio.
E se esse grupo está sendo considerado o “grupo da morte” dessa Copa, que seja para marfinenses, portugueses ou norte coreanos, porque para o Brasil será o ponto de partida para mais uma conquista! E tenho dito!








